27.9.10

de Alimentos Prescindíveis

quedantes pós-tudo! que prefiram lançar-se de bunda em largas cadeiras e esperramar seus cérebros cheios de verdade enquanto eu a frente do alto-comando dos vermes mastigadores de paradigmas, delicadamente repousarei minhas pequenas tormentas sobre vossos apoiadores de chapéu e jantarei fartamente todas as midongas postulares de sua imaginação. Comedores de sonhos! a postos! estaremos a calcular a medida que refaz o homem em cada fase de suas escolhas: é preciso que existam antes de tudo! e agora deixa-nos observar com a decadência de nosso apetite o que nos resta afinal... ali: o homem-ferramenta, que pensa, pobre coitado!, de tudo poder aparamentar-se como se pudesse se apropriar da vida através de notas pedagógicas!... mais adiante, vejam: o homem-côncavo, o guru macio dos novos tempos, seus olhos são como bolhas de sabão, e a vida para ele é verdadeiramente aquilo que deveria ser, ele prega compassivamente seus arco-íris sobre a felicidade dos homens, e as crianças quase sempre se riem dele, 'está nu'!... ele usa as roupas novas do imperador... e alí, risivelmente ao lado das massas: o homem-neutro, vivido pela própria circunstância, optado por não escolher, escolhe a não-escolha, omite-se dentro de um objetivo claro e alcançável, encontra-se de mãos atadas e inveja o cão que ainda pode coçar as próprias pulgas...  Perceberam? possuem a carne tão dura que os tornam indigestos pra nós...