... e a Beleza então será como a marca de um ferro quente na carne de nossa Quimera
30.3.13
de fotofobia
todas as luzes abertas sobre teu rosto -
DEVO AGIR COMO FOTÓFOBO
brinco de beber pelas beiradas
- teu olho à vapor -
i m b e b í v e l
e é sob este augúrio:
março-sede que
enlua boca
de gotas-luzes
que também tu
deves
(me beber)
3.3.13
de Retinas - para.
Se o beijo ferir tuas retinas
arranca-as fora!
Já que não sabe delas
lamber
extensas
paisagens
e não consentirás nunca
a febre
o pólen
nelas
porque
TEU CÉREBRO nele não há polegar o p o s i t o r
vá! mosca-varejeira! gira na porta-giratória,
enche a pança com tudo o que é médio e...
- exilando a vida da própria vida...
decalcando a cópia do modelo...
não mais se reconhece... -
então
ATEIO LÁBIOS
nos teu olhos
(abrasa-te!)
Pra que tenha as vistas ígneas
de dentro
até as flores
fora do tempo
e incandescido
pelo fogo
que queima o fogo:
- atiço o incompatível -
acendo beijos!
no extenso-água
de tua combustível-
pálpebra
arranca-as fora!
Já que não sabe delas
lamber
extensas
paisagens
e não consentirás nunca
a febre
o pólen
nelas
porque
TEU CÉREBRO nele não há polegar o p o s i t o r
vá! mosca-varejeira! gira na porta-giratória,
enche a pança com tudo o que é médio e...
- exilando a vida da própria vida...
decalcando a cópia do modelo...
não mais se reconhece... -
então
ATEIO LÁBIOS
nos teu olhos
(abrasa-te!)
Pra que tenha as vistas ígneas
de dentro
até as flores
fora do tempo
e incandescido
pelo fogo
que queima o fogo:
- atiço o incompatível -
acendo beijos!
no extenso-água
de tua combustível-
pálpebra
28.2.13
de Alvos
toda coisa vista
assim
(excluso)
de fora
pra dentro de qualquer compreensão
s e j a
ela
clara
ou
NÃO
nem um sim
alvo
da
total escuridão
- meneghetti roubando a luz negra dos jornais -
1913 di Savoia
sobra sebastião
catando guimbas açucaradas
meninos cola-tocadores
de pífanos e cachimbos
engraxando cães-noturnos-policiais
enquanto isso
madames-ONG negociam melaninas
na avenida
Santo-Coração
assim
(excluso)
de fora
pra dentro de qualquer compreensão
s e j a
ela
clara
ou
NÃO
nem um sim
alvo
da
total escuridão
- meneghetti roubando a luz negra dos jornais -
1913 di Savoia
sobra sebastião
catando guimbas açucaradas
meninos cola-tocadores
de pífanos e cachimbos
engraxando cães-noturnos-policiais
enquanto isso
madames-ONG negociam melaninas
na avenida
Santo-Coração
15.1.13
de Lá - (para j.m.s.r.) - crimal
Escorridos pelos
i n c o n t o r n á v e i s
lapsos-olhos
SAIS LIQUEFEITOS
e
saturnais-sóis
- uma palavra desestabilizada -
o ar
retornado
da boca para a boca
glote a dentro.
LÁ-o-beijo-recolhido-CRIMAL
Aqui, na órbita das significações
Amanhã
e Nunca s o p r a m
um ao outro
o significado
da palavra
FICA
i n c o n t o r n á v e i s
lapsos-olhos
SAIS LIQUEFEITOS
e
saturnais-sóis
- uma palavra desestabilizada -
o ar
retornado
da boca para a boca
glote a dentro.
LÁ-o-beijo-recolhido-CRIMAL
Aqui, na órbita das significações
Amanhã
e Nunca s o p r a m
um ao outro
o significado
da palavra
FICA
24.12.12
de Tardios e Derivados
Sempre um passo a frente...
de qual
quer
um
que seja
Eu
Tu
Nós
os outros
eis um caminho
i n f o r m i g á v e l
SIM: ao que tudo indica - (mera formalidade...)
No entanto,
aqui sonhamos à Noite
e em demasia
e depois
Continuamos -
Em marcha!
En passant...
tardios.
Devirados
rodopiados pelo tempo
- o que poderia ter sido -
(mera possibilidade...)
e do que há de ser:
caminho
i n e v i t á v e l
Portanto,
e pra onde aponta
é daqui que se reproduz a vida
e em abundância
e depois do depois
Continuamaremos assim -
Em marcha!
En passant...
à deriva.
20.12.12
de Ontem
Ontem reescrevi um poema teu
sem mudar
p a l a v r a v e r s o s e n t i d o
Reescrevi: em-outro-
canto-da-pele
Não mudei de lugar os olhos que
miram contentes
nem tristes
Reescrevi ONTEM
poema teu
Lábios: não mais
-os mesmos-
sem aquela caligrafia outra,
não pude reescrevê-lo
em tua-
língua-própria
traduzi-o
15.12.12
de Corposnossos
...o corpo dócil, o corpo sociável, o corpo apto, o corpo útil, o corpo amoroso, o corpo máquina, o corpo livre, o corpo sarado, o corpo pasmo, o corpo cólera, o corpo lucro, o corpo porco, o corpo cópo, o corpo torto, o corpo corpo - sejamos, ora, nosso próprio câncer; o cancro, a osteoporose, a lepra, a fratura, a falência múltipla dos órgãos, a cegueira, o hpv, a auto-estripação e a infertilidade - assim talvez
um dia
sejamos
c o r p o s n o s s o s...
um dia
sejamos
c o r p o s n o s s o s...
7.11.12
de Nada
será necessário não gostar mais de flores nem gastar a sola dos sapatos nem gozar das lembranças nem contar as horas que faltam... seria preciso não ter existido jamais.
um tiro no peito com a força de um murro, isso não bastaria, uma degola com sapateios de uma faca espanhola, não seria suficiente, a explosão dos dentes e das vertentes via Anhaguera numa segundafeira, isso não dói, ad eternizar uns bugalhos de olhos na asfixia dos pulmões, isso tudo não chegaria próximo a singeleza de uma ou duas palavras que nos desossam pela força de sua delicadeza e pela crueza de sua forma, e tudo ficando acabado e vazio e triste, faria um fio de navalha parecer uma larga avenida onde se pudesse cortejar com tanques de guerra, já que o caminho dessas palavras de tão finas parecem não existir, como se não houvesse limite, um fio, uma separação, nem transparente, nem imaginário, como se não houvesse mais risco, como se dentro e fora já não mais existisse, sim e não formando um todo odioso e amoroso, como se a queda fosse já constan-ternamente uma sensação necessária...
o pedido do impedido é uma grande mentira, como quem motiva e agradece obrigado a tentativa de nada...
um tiro no peito com a força de um murro, isso não bastaria, uma degola com sapateios de uma faca espanhola, não seria suficiente, a explosão dos dentes e das vertentes via Anhaguera numa segundafeira, isso não dói, ad eternizar uns bugalhos de olhos na asfixia dos pulmões, isso tudo não chegaria próximo a singeleza de uma ou duas palavras que nos desossam pela força de sua delicadeza e pela crueza de sua forma, e tudo ficando acabado e vazio e triste, faria um fio de navalha parecer uma larga avenida onde se pudesse cortejar com tanques de guerra, já que o caminho dessas palavras de tão finas parecem não existir, como se não houvesse limite, um fio, uma separação, nem transparente, nem imaginário, como se não houvesse mais risco, como se dentro e fora já não mais existisse, sim e não formando um todo odioso e amoroso, como se a queda fosse já constan-ternamente uma sensação necessária...
o pedido do impedido é uma grande mentira, como quem motiva e agradece obrigado a tentativa de nada...
22.10.12
de Quedas...
uma vez, um homem tentando chegar perto do sol, tendo feito asas para voar, e para tanto, colado as suas asas postiçadas com pequenos nacos de cera, caiu, em vertiginosa queda, depois de ter alçado vôo em direção de seu Sol, quente e fumegante, como todo o sol costuma ser... - asas, sendo o que são, coisas flutuantes como pensamentos, coisas plumosas como se fossesm realmente asas, mas sendo postiças, como barbas de profeta, como são as botas do Gato de Botas, e derretendo com o calor de seu objeto-Sol de desejo, ele caiu. Caiu como caem os cacarecos pensados para durar. Caiu como tudo o que sobe. Caiu como um quadril mole sobre um pesado supercazzolo do desejo. Caiu como caem as flores do Ipê Amarelo - espetáculo pros olhos - florescendo alegres, entre quedas e abraços...
- olho de ícaro debruçado sobre a cidade nua -
num nariz sangrado, de tantas quedas: o cheiro do Sol...
ela
solipsisando
o arqueduto
dentro da pele:
- segunda epiderme do prazer...
"um risco numa folha de papel:
um caminho
ou
um salto no abismo"
ÍCARO DESESPERADO - o que pensa ele enquanto cai?
(medir o tempo, possuir o barômetro da nossa alma, e ter um segundo antes de tudo pra negar o que dói...)
uma vez um anjo quebrou a asa e gemeu de dor - a família pediu reembolso postal para a igreja e curou a dor...
em algum lugar paradisíaco um homem dobrou certo seu pára-quedas e teve um final feliz...
ìcaro era grego e não entendeu direito os números romanos...
Contagem Regressiva: 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1...
- A pletitude das coisas na insuficiência do tempo -
...um broto de ipê-amarelo começou a germinar...
agora, faltam olhos
para olhar
m a i s
(a m o r o s a-
-m e n t e)
- olho de ícaro debruçado sobre a cidade nua -
num nariz sangrado, de tantas quedas: o cheiro do Sol...
ela
solipsisando
o arqueduto
dentro da pele:
- segunda epiderme do prazer...
"um risco numa folha de papel:
um caminho
ou
um salto no abismo"
ÍCARO DESESPERADO - o que pensa ele enquanto cai?
(medir o tempo, possuir o barômetro da nossa alma, e ter um segundo antes de tudo pra negar o que dói...)
uma vez um anjo quebrou a asa e gemeu de dor - a família pediu reembolso postal para a igreja e curou a dor...
em algum lugar paradisíaco um homem dobrou certo seu pára-quedas e teve um final feliz...
ìcaro era grego e não entendeu direito os números romanos...
Contagem Regressiva: 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1...
- A pletitude das coisas na insuficiência do tempo -
...um broto de ipê-amarelo começou a germinar...
agora, faltam olhos
para olhar
m a i s
(a m o r o s a-
-m e n t e)
19.10.12
de Cartaratas de amor
Dus qui si dexaram poco si soube... apenas disseram adeus e nada além do amor deles significou pra mais ninguém. Um dia um homem eficiente leu sobre o romance que eles ousaram inventar no tempo que lhes foi dado pra isso, mas não entendeu nada e foi comer sardinhas num show aquático... ele havia se consultado com um doutor que além de médico era colecionador de selos, e apesar do diagnóstico, ainda assim, insistiu que pro homem doente seria um bom passatempo colecionar coisas, mesmo que não lhe restasse muito tempo pra isso... podia ser qualquer coisa que fosse velha e fosse barata e valesse a pena juntar em quantidade... assim, o homem resolveu colecionar amores que não tinha vivido. Cartas de amor que significadas e tendo o carimbo do correio, e tendo seus autores e leitores sido mortos por câmaras de gás, chicote no lombo, ou qualquer outro tipo de fatalidade humana, tivessem vivido seu tempo e registrado suas intenções de fornicação perpétua em bucólicas imagens sublimadas em cartas de amor... assim o homem doente terminal conseguiu juntar algumas, e antes de se cansar dessa sua ideia idiota que havia sido influenciada pelo velho médico estúpido de narinas entupidas que tinha interesse em coleção de selos, ele encontrou uma carta de amor de despedida. Os amantes se amavam. Os amantes se queriam muito e não ficava muito claro o motivo pelo qual se separariam, e diziam, que dali pra frente, caranguejo andava torto ou o amor mesmo é coisa que dá azia.... assim, se despediram, e sem demonstrar o menor remorso, assinavam, ADEUS... o homem doente leu a carta enquanto se limpava depois de uma cagada e pensava onde catalogaria tal carta de amor.... refletia sobre o grau amoroso que continha na carta e sofrendo de poderosa cólica, faleceu num banheiro público sem nunca ter escrito uma carta de amor sequer....
16.3.12
de Olhosos
saber do que está por trás da vida:
ratos resfolegando
a
-mor
-te
(sidos)
através de uma cortina
esta núpcia entre o antes e o depois
o prazer! que divide a paz nula da vida ainda não vivida,
& o terror que aprisiona na lembrança uma vida já rubra e gasta
esta núpcia
que fica entre olhos que nunca incendiaram florestas
nunca rebentaram a vida
nulos
e olhos - escudos
&
lanças - que já sublimaram e condenaram muito
olhos,
que molharam
e determinaram
os séculos
no brilho das estrelas
(mortas)
VÉU
DE
pupilasedas -
p o r t r á s d a s p a l a v r a s t i n t a s
(silêncio apenas)
de um lado estão as coisas
do outro
IDEIAS
NUAS
ratos resfolegando
a
-mor
-te
(sidos)
através de uma cortina
esta núpcia entre o antes e o depois
o prazer! que divide a paz nula da vida ainda não vivida,
& o terror que aprisiona na lembrança uma vida já rubra e gasta
esta núpcia
que fica entre olhos que nunca incendiaram florestas
nunca rebentaram a vida
nulos
e olhos - escudos
&
lanças - que já sublimaram e condenaram muito
olhos,
que molharam
e determinaram
os séculos
no brilho das estrelas
(mortas)
VÉU
DE
pupilasedas -
p o r t r á s d a s p a l a v r a s t i n t a s
(silêncio apenas)
de um lado estão as coisas
do outro
IDEIAS
NUAS
16.1.12
de Vir e voltar a ser
cada minuto que vai contém:
séculos acumulados dentro de si
a história da humanidade
está escancarada
aqui
dentro deste quarto
nesta casa
neste quarteirão
neste bairro
nesta cidade
neste país
continente e mundo e galáxia
- não existem -
as idéias são palavras nuas...
da lua
é possível
ver
shernobyl, fukushima, nasdaq brilhando
mais
que
estrelas
poentes
ou
vagalumes piscando
...segundo a crença, dizem que Jeová era muher...
e a criança perdida no colo da mãe responde: - sem história não há Gutenberg, e
sem Gutenberg não há Best-Seller!
- tudo isso se explica
com uma nota-de-roda-pé:
NÃO FICAM¹
ao lado da porta
por onde entram e saem as gentes
mãos fincam maçanetas
e passam pela história
como se trocassem de roupa.
¹) o que foi; é o que está sendo; que logo deixará de ser; e será novamente.
séculos acumulados dentro de si
a história da humanidade
está escancarada
aqui
dentro deste quarto
nesta casa
neste quarteirão
neste bairro
nesta cidade
neste país
continente e mundo e galáxia
- não existem -
as idéias são palavras nuas...
da lua
é possível
ver
shernobyl, fukushima, nasdaq brilhando
mais
que
estrelas
poentes
ou
vagalumes piscando
...segundo a crença, dizem que Jeová era muher...
e a criança perdida no colo da mãe responde: - sem história não há Gutenberg, e
sem Gutenberg não há Best-Seller!
- tudo isso se explica
com uma nota-de-roda-pé:
NÃO FICAM¹
ao lado da porta
por onde entram e saem as gentes
mãos fincam maçanetas
e passam pela história
como se trocassem de roupa.
¹) o que foi; é o que está sendo; que logo deixará de ser; e será novamente.
3.1.12
de Lá do lado da rua
a pior catástrofe dos últimos cinquenta euros...
e a luz acesa a noite inteira do outro lado da rua.
Aquiles, Anabelle, Papoula, Lila...
e a luz continua acesa do outro lado da rua.
cinco cigarros e um punhado de tranquilidade
há que seguir de jejum em jejum durante a gesta tropical
e a luz continuará acesa a noite inteira.
uma tempestade de areia...
e a luz só ilumina o outro lado da rua.
dois punhados de garotas numa noite sóbria
um preservativo usando meias de papai noel
e eu
perdido entre as segundas feiras...
a luz do poste brilha bonita do outro lado da noite.
tudo parece ter sido tão triste
a história ainda sangrando pelas fendas do devir
é preciso que se pague a conta de luz no final da rua.
dois valetes valentes fizeram a mão vencedora
resultado: dívidas, e um olho virado pro infinito
é preciso que se apague a luz no final do dia.
...a mulher descalçada acocora-se na sarjeta nua
(e da lata do seu cachimbo) dá a luz
que ilumina
o outro lado da lua.
e a luz acesa a noite inteira do outro lado da rua.
Aquiles, Anabelle, Papoula, Lila...
e a luz continua acesa do outro lado da rua.
cinco cigarros e um punhado de tranquilidade
há que seguir de jejum em jejum durante a gesta tropical
e a luz continuará acesa a noite inteira.
uma tempestade de areia...
e a luz só ilumina o outro lado da rua.
dois punhados de garotas numa noite sóbria
um preservativo usando meias de papai noel
e eu
perdido entre as segundas feiras...
a luz do poste brilha bonita do outro lado da noite.
tudo parece ter sido tão triste
a história ainda sangrando pelas fendas do devir
é preciso que se pague a conta de luz no final da rua.
dois valetes valentes fizeram a mão vencedora
resultado: dívidas, e um olho virado pro infinito
é preciso que se apague a luz no final do dia.
...a mulher descalçada acocora-se na sarjeta nua
(e da lata do seu cachimbo) dá a luz
que ilumina
o outro lado da lua.
6.12.11
de matinocídio
a manhã e eu nos estranhamos
foi um matinocídio
ERA COMO SE O DIA
mistura de pó translúcido e a deusa virgem enlouquecida de tesão
- máscara do tempo -
ficção dos sete
uma semana de trilhões de bilhões de sustos em wall street berrini de ferro
misto de suíno e sina
prata da casa chourizos de bronze
forjado na história uma ponte pro futuro
FOSSE...
(luz fresca)
até mesmo Billie Holliday empalideceu
quando o gurú dos lábios moles manteiga de cacau gurú natal pura vitalidade e ossatura vegetariana empata foda sempre alerta
oferecidamente ofereceu
pílulas de verdade
sem data de validade
(idéia fixa)
DURAR PARA SEMPRE!
...e ser um natimorto no jardim das delícias e dos cosméticos
foi um matinocídio
ERA COMO SE O DIA
mistura de pó translúcido e a deusa virgem enlouquecida de tesão
- máscara do tempo -
ficção dos sete
uma semana de trilhões de bilhões de sustos em wall street berrini de ferro
misto de suíno e sina
prata da casa chourizos de bronze
forjado na história uma ponte pro futuro
FOSSE...
(luz fresca)
até mesmo Billie Holliday empalideceu
quando o gurú dos lábios moles manteiga de cacau gurú natal pura vitalidade e ossatura vegetariana empata foda sempre alerta
oferecidamente ofereceu
pílulas de verdade
sem data de validade
(idéia fixa)
DURAR PARA SEMPRE!
...e ser um natimorto no jardim das delícias e dos cosméticos
28.11.11
-- porque teus pés são teu coração-- (para r.m.m.)
Primeiro toque da manhã - o despetalar primeiro da primavera:
"que estou sempre contigo"
é a sensação mesma do verão de outrora quando procurava nos rastros da rua tua companhia teus ouvidos tua voz...
é que a geografia agora é outra, e a fisionomia é mudança, e na espiral doida dos pensamentos
penduramos - nossas - carcaças
não é questão de tempo - o aqui e agora não existe, como insistiam nossos tutores da raça - o tempo é movimento, e quem move são nossos rostos rasgados pela luz, nossos cabelos comprimidos pelo vento, nossos pés se movendo em sangue e lágrimas...
e já não é mais isso
- onde quer que repouse em teu sono é lá ainda que deves despertar -
mas, quem sabe não estejam certos os que dizem, amanhã é outro dia... tão fácil constatar na matemática as operações egípcias... mas na vida é tão mais difícil, multiplicar, dividir e zerar na equação...
se eu posso, compreenda, porque agora falo comigo mesmo:
PONDERA mas esquece de entender
esquece o livro das virtudes, esquece teus planos, esquece do que
era
para
ser...
- 'olha pro movimento em movimento dentro do movimento' -
(e que sejam estes teus pés)
"que estou sempre contigo"
é a sensação mesma do verão de outrora quando procurava nos rastros da rua tua companhia teus ouvidos tua voz...
é que a geografia agora é outra, e a fisionomia é mudança, e na espiral doida dos pensamentos
penduramos - nossas - carcaças
não é questão de tempo - o aqui e agora não existe, como insistiam nossos tutores da raça - o tempo é movimento, e quem move são nossos rostos rasgados pela luz, nossos cabelos comprimidos pelo vento, nossos pés se movendo em sangue e lágrimas...
e já não é mais isso
- onde quer que repouse em teu sono é lá ainda que deves despertar -
mas, quem sabe não estejam certos os que dizem, amanhã é outro dia... tão fácil constatar na matemática as operações egípcias... mas na vida é tão mais difícil, multiplicar, dividir e zerar na equação...
se eu posso, compreenda, porque agora falo comigo mesmo:
PONDERA mas esquece de entender
esquece o livro das virtudes, esquece teus planos, esquece do que
era
para
ser...
- 'olha pro movimento em movimento dentro do movimento' -
(e que sejam estes teus pés)
17.11.11
Κάθαρσις de catarse
Eu sinto quando sinto:
quando sinto
ela se aproximando,
é pela perfumaria que sei
pelo olor
que primeiro me enjoa
pelo nojo do cheiro suave que ela traz pela cona
que me revolve as tripas
e me barganha -
(satisfazendo o desejo não me mata a fome)
ao entrar pelas narinas seu odor me retorce a traquéia
me bloqueia o espírito e introduz alí
-onde deveria haver vida-
dançarinas pílulas ula-ula:
DiArREiniNA-feLicIdiNA
um extrato abstrato do que devia ser
e não é
e do doce bálsamo do paraíso memorial
resta apenas o macaco:
adão à pururuca
sangue indigesto da beleza
sacristão da indiferença
eis-me alvo
sentado e higienizado
refrescado pela água na bunda
grega e saltitante
: a merda afogada :
é uma tragédia purificante!
quando sinto
ela se aproximando,
é pela perfumaria que sei
pelo olor
que primeiro me enjoa
pelo nojo do cheiro suave que ela traz pela cona
que me revolve as tripas
e me barganha -
(satisfazendo o desejo não me mata a fome)
ao entrar pelas narinas seu odor me retorce a traquéia
me bloqueia o espírito e introduz alí
-onde deveria haver vida-
dançarinas pílulas ula-ula:
DiArREiniNA-feLicIdiNA
um extrato abstrato do que devia ser
e não é
e do doce bálsamo do paraíso memorial
resta apenas o macaco:
adão à pururuca
sangue indigesto da beleza
sacristão da indiferença
eis-me alvo
sentado e higienizado
refrescado pela água na bunda
grega e saltitante
: a merda afogada :
é uma tragédia purificante!
26.9.11
de import(UN)âncias
Não importa. A não-história aqui contida; os esforços empreendidos para compreender a melancolia dos dias; o afã pelo desconhecido – tornado possível; não importa. Que haja na navalha cegas competiçoes entre homens e cães: se não haverá ração para ambos. Não importa. Que não sejamos idólatras. Não importa. Que ainda não amemos uns aos outros apesar de todo o dinheiro do mundo. Não importa. Que a importância dos dias ainda não seja a devida. Não importa. Que a dívida supere o Valor das coisas. Não importa. Se a importação vai mal. Não importa. Ser ou não ser. Não importa. Que a repetição parecerá um mantra. Não importa. Que não devia ser repetido. Não importa. Que a matéria refaça o espírito. Não importa. Para que o Incompreensível possa figurar-se Belo... Não importa. Para que os sorrisos não minguem... Não importa. Se é bom ou ruim. Não importa. Mesmo a exportação. Não importa. Explicações... Não importa. Distração. Também não. Minimalismo. Não importa. Fé. Não importa. Canibalismo. Não importa. Café de coador. Não importa. Datilogravura. Não importa. Que esse texto seja de vinte e sete de dezembro de dois mil e oito. Não importa. Ptemonômilis. Não importa. Ainda que a feére possa argumentar nos tribunais das injúrias e das contradições a favor de nosso pleito, os olhos estarão sempre ardendo adentro – feridas de causas internas. Não importa. O minuto pelo qual passa uma vida. Não importa. E que eu não sinta, absolutamente, pelos que virão. Não importa. Que eu não entenda nada. Não importa. Que tudo seja música! Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Idem. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa. Não importa.
Assinar:
Postagens (Atom)