Amarelaço-me
nas tuas idas e vindas:
MEUSteusTODOS
olhos gato de lince laceando lábios de bote cego
Meus genes
Gengis khan
dobrando gengivas
na esquina da história
- Envelhenascem -
E o que irrompe da ferrugem AGORA
é um soldadinho amarelo
com girassóisPÉS
atrás das orelhas murchas
(Marcha do tempo sobre as coisas imponderáveis)
nem hai kai que dê conta
na ponta da caneta BIC
modos unívocos DE NÃO DIZER
o absoluto
o nada
através das grafias pretas DE MONTE
emprestadas das prateleiras imprestáveis
das que tínhamos algo pra dizer
pra passar horas
destas mesmas páginas
que ficaram amarelas
(nem digo)
Que já dizer algo compromete...
Penso em apenas
FUJI E NEM ASSIM
porque
somente
sinto
... e a Beleza então será como a marca de um ferro quente na carne de nossa Quimera
18.11.15
25.9.15
de Gotas
Gotículas respingando.
Há ainda uma sensação de frio e de memória.
Estamos condensados pelo tempo,
pêlos eriçados,
e pelo vir a ser...
Somos mais que nós mesmos
e estamos outros,
quando no quarteirão seguinte pretendemos seguir adiante.
e vemos Orfeu dançando no fio da navalha compondo valsinhas...
anjos trôpegos cheirando éter
quando caíam do céu ,
os bêbados elevavam os pés
e não pisavam na gente,
naquela hora
só os que sabiam dizer não
podiam dizer nossos nomes...
E a voz lubrificada e múltipla,
sibilava entre o frenesi
e a gota...
Há ainda uma sensação de frio e de memória.
Estamos condensados pelo tempo,
pêlos eriçados,
e pelo vir a ser...
Somos mais que nós mesmos
e estamos outros,
quando no quarteirão seguinte pretendemos seguir adiante.
e vemos Orfeu dançando no fio da navalha compondo valsinhas...
anjos trôpegos cheirando éter
quando caíam do céu ,
os bêbados elevavam os pés
e não pisavam na gente,
naquela hora
só os que sabiam dizer não
podiam dizer nossos nomes...
E a voz lubrificada e múltipla,
sibilava entre o frenesi
e a gota...
27.8.15
de Treins
Nesta manhãzinha paulisvairada e fria
cordiauréola de leviatãs de bucho lotado
Nevoam milhares de UBERMENSCH
juntos da fumagada do primeiro cigarro
7:39 jantaram
os chineses?
Metano Amônia Hidrogênio
(Trindade Dessantificada)
Aminoácidos!
Hecrálitos!
Esquinas desarranjadas ao meio...
9:44 homens peidados
ironizam em saxão.
estamos abraçados pela cordilheira dos andes, meu bem...
- Há três semanas daqui
os pintassilgos
bicam os
olhos-mamilos
de Platão -
Aos pés do Monte Fuji estremecidos de radioatividade:
PRENÚNCIO DE GUAIANAZES
- basta um trilho de trem
que ligue o centro
ao meu coração
cordiauréola de leviatãs de bucho lotado
Nevoam milhares de UBERMENSCH
juntos da fumagada do primeiro cigarro
7:39 jantaram
os chineses?
Metano Amônia Hidrogênio
(Trindade Dessantificada)
Aminoácidos!
Hecrálitos!
Esquinas desarranjadas ao meio...
9:44 homens peidados
ironizam em saxão.
estamos abraçados pela cordilheira dos andes, meu bem...
- Há três semanas daqui
os pintassilgos
bicam os
olhos-mamilos
de Platão -
Aos pés do Monte Fuji estremecidos de radioatividade:
PRENÚNCIO DE GUAIANAZES
- basta um trilho de trem
que ligue o centro
ao meu coração
21.8.15
de arquiteturas tuas (para Erika)
Te penetro
como
gota
a
gota
de um telhado caiado
e
sem
frestas
- sei do frio triste
fio de saliva
seiva
e sal...
(seco no cal de ARGILA E CIMENTO) - ar fresco
sem muros -
e se piso no frio da pedra de tua morada
chuva desabrigada
entrando
em atrito
granito
estalactite
ametista
estala!
Força esférica arredondando brechas
(arquejos)
frejos escorrendo
fissuras
decantando
nós...
Aperfeiçoando a forma mais bruta, assim
como gota
quando
te
sereno
como
gota
a
gota
de um telhado caiado
e
sem
frestas
- sei do frio triste
fio de saliva
seiva
e sal...
(seco no cal de ARGILA E CIMENTO) - ar fresco
sem muros -
e se piso no frio da pedra de tua morada
chuva desabrigada
entrando
em atrito
granito
estalactite
ametista
estala!
Força esférica arredondando brechas
(arquejos)
frejos escorrendo
fissuras
decantando
nós...
Aperfeiçoando a forma mais bruta, assim
como gota
quando
te
sereno
5.8.15
de Canção dos Inflamados II
Aos Andrades e Bandeiras
Farto do amor é:
das receitas
Só a dos Aimorés!
como modelo
e cópula
(comer
naturalmente!)
“Se lamber sacos
Eat-os”
Jorrados numa
JantaFonte de beiços e tecidos
Farto das letras:
Incursivas
e achatadas
à forja
- [ódjiau] poema que não foge ao estilo –
Devorar a transformargem das éclogas
e das cloacas
matar
a Serpente binária
mostrar o pau
e por à mesa
Farto
das mentes multipluriôcas!
(recheadas
de danônes e davênes)
Sorte dos que não tem pênis
E dos que roçam pelos no luar
Dos que lançam molotovs
Na mesa de jantar
Farto da sardinha na boca da foca que rima
(nocaute,
futebol, e fadas madrinhas!)
Sorte dos que não vão ao SESC
Dos que nus a pelo
Descobrem-se no inverno
E derivam-se de carícias
Farto
do poema cabisbaixo:
Do Bem-estar-social da palavra
Farto da
língua que não roça as nuvens
Que não embaça as janelas
(de
eros de polióxidos de carbono)
Da Katharsis
sem beijo grego
Da São Paulo sem garoa
E da
metrópole D’Atenas
Farto do pensamento que não produz secreção
Farto do pensamento que não produz secreção
Farto da página que não vaza:
Das que
não são negras nem vermelhas
E
amarelas
Comer
com os Aimorés
Comer o amor
Comer a razão (que é aumentativo de raso)
Comer a dentadas tudo o que é material
Serafins e Tranca Ruas
Comer a mão que faz o poema
E comer o poema
Mastigar
Deglutir
E fazer da boca
O
berço
Do
imponderável
23.7.15
de Dente de leite
extraído o dente de leite
na palidez do dia ido
esfregaço
têmpora
castiço (esquecido de Minos)
– Labirinto semântico –
que
sem as liturgias
nem as kapitais
que ainda quente
(derramado entre as coxas)
sem sístoles
nem diástoles
e por mais que o tempo deitasse quieto tuas mordidas de touro albino
as estrelas
nem assim
penetrariam teu nome
12.6.15
de Juncos
me empresta aquele dia
em que me atiraste ao rosto
o junco - resto daquilo que foi flor
como se me devolvesse cego
perdido do que deveria me pertencer
mas que não é meu
porque dormia quando o perdi
e durmo ainda - que é no sonho que lembro
daquele dia emprestado
da cova que cavamos prum jardim
lembra? foi ali que nos enterramos
pés de algodão, adubo de Abel verde
dorso de formigueiro, cupim
como bolo de carne em meio as folhagens
durmo mais fundo que o sono
lá onde os mortos não vão
lá onde os sonhos são molhados
onde as aguas são vermelhas
e não ha seiva nem sangue
somente os olhos que borbulham
nem ha fe nem razão nem emoção
somente cílios cerrados
que são como raízes mínimas
rasgando a semente
forjando o fruto e os membros
que se dobrarão joelhos diante de ti
abraços que se alongarão no horizonte
e a boca que será brutal com a gente
com dentes língua e silêncios
com a mordida incerta na altura da nuca
e o sono chegando pra este sonho
porque é nele que me lembro
do minuto emprestado
da cova que cavamos
e do junco - ah o junco!
resto daquilo que foi flor
em que me atiraste ao rosto
o junco - resto daquilo que foi flor
como se me devolvesse cego
perdido do que deveria me pertencer
mas que não é meu
porque dormia quando o perdi
e durmo ainda - que é no sonho que lembro
daquele dia emprestado
da cova que cavamos prum jardim
lembra? foi ali que nos enterramos
pés de algodão, adubo de Abel verde
dorso de formigueiro, cupim
como bolo de carne em meio as folhagens
durmo mais fundo que o sono
lá onde os mortos não vão
lá onde os sonhos são molhados
onde as aguas são vermelhas
e não ha seiva nem sangue
somente os olhos que borbulham
nem ha fe nem razão nem emoção
somente cílios cerrados
que são como raízes mínimas
rasgando a semente
forjando o fruto e os membros
que se dobrarão joelhos diante de ti
abraços que se alongarão no horizonte
e a boca que será brutal com a gente
com dentes língua e silêncios
com a mordida incerta na altura da nuca
e o sono chegando pra este sonho
porque é nele que me lembro
do minuto emprestado
da cova que cavamos
e do junco - ah o junco!
resto daquilo que foi flor
7.6.15
de Boreais
Aurora dentro da noite
boreal
e alétheias sussurradas
nem paredes vento perto
quando boca e olhos
agora quando já constelavam
quando bicos e tesos (agora)
quando nem imaginação
quando muito...
distraídos
em busca de um outro tempo
perdidamente outro
noite fugidia: que
de memórias poderia
e aindagora ser
- horizonte - ser
de aquidentro ser
alargado
como se aurora de boreais
- horizonte - ser
de aquidentro ser
alargado
como se aurora de boreais
4.5.15
de MiniGeoPolítica
20:15. Um geógrafo descia pela Rua Augusta. Parou para reamarrar seu All Star branco. Enquanto se amarrava em fazer laços, olhou curioso a formação geológica das pedras descoladas do calçamento - fissuras sucessivas. Do outro lado da rua, os moleques descalçados juntavam estrelas enferrujadas para descolar mais, além das logias - Oxi - (fissuras).
25.3.15
de (para) J
Tem um pouco de não falar muito pra te desenhar só com os olhos
te transcrevo na folha que fica guardada no som das folhagens
que como o vento se move de lá
pra
dentrantes e após
e se não te falo muito é porque te ouço
e só isso é muito de te dizer
(de falar de você)
c'amigo
- simples presença imanescente-
era setembro e sonho quando te soube
vindouro de não caber na imaginação
Só quando a outona vista
quando me respirou os olhos, e te fez em mim
quando nos inventivemos cara a cara
é que crescendo descendeu e cotinotivamente me transgrediu a linguagem
pouco a pouco
me rebatizei em ti
na sua pequeniníssima estatura
e agigantou as horas
e as significações
de todas as noites-
auroras
te transcrevo na folha que fica guardada no som das folhagens
que como o vento se move de lá
pra
dentrantes e após
e se não te falo muito é porque te ouço
e só isso é muito de te dizer
(de falar de você)
c'amigo
- simples presença imanescente-
era setembro e sonho quando te soube
vindouro de não caber na imaginação
Só quando a outona vista
quando me respirou os olhos, e te fez em mim
quando nos inventivemos cara a cara
é que crescendo descendeu e cotinotivamente me transgrediu a linguagem
pouco a pouco
me rebatizei em ti
na sua pequeniníssima estatura
e agigantou as horas
e as significações
de todas as noites-
auroras
20.3.15
de E. também de mim
E encontrei as flores que descem e sobem
e as marcas
e de quando as estações e as noites
ameaçam as fronteiras
do sonho
e o céu ali
inquieto e debaixo do tapete
consegue sussurrar as paredes
e as rosas
e alguma coisa
ou
outra
sobre vc
e
sobre mim
e as marcas
e de quando as estações e as noites
ameaçam as fronteiras
do sonho
e o céu ali
inquieto e debaixo do tapete
consegue sussurrar as paredes
e as rosas
e alguma coisa
ou
outra
sobre vc
e
sobre mim
19.3.15
26.2.15
de Outros
Entre
Outros
saio de Mim
- jejum e autofagismo - (cúspide da célula)
e mesmo assim
a ponta do cigarro não Nos toca
...se ficamos no filtro do trago? não sei...
satis
feito
alamedas
ENTRE
o coração
de UM encouraçado
tão longe e tão perto
E no fim
os alemães gritam
em alemões:
- evoé, margrite!
...é OUTRO...
enquanto isso fis-
-suras
nos transvessam
o que silenciamos
- (não é silêncio) -
desfalamo-nos
Outros
saio de Mim
- jejum e autofagismo - (cúspide da célula)
e mesmo assim
a ponta do cigarro não Nos toca
...se ficamos no filtro do trago? não sei...
satis
feito
alamedas
ENTRE
o coração
de UM encouraçado
tão longe e tão perto
E no fim
os alemães gritam
em alemões:
- evoé, margrite!
...é OUTRO...
enquanto isso fis-
-suras
nos transvessam
o que silenciamos
- (não é silêncio) -
desfalamo-nos
4.12.14
de Afrodites
afrodite é autodidata do amor e pratica da lavanderia uma pirofagia que dá pra acender de baixo da pia de uma sina lavadera-quem-me-dera um litro de guerra e de guelra mergulhada em querosene quero-Zênite e Querô a marca do lar na cara de quem me queira quem me dera uma língua de chama de quem me chama do alto do Olimpo que eu limpo quem lava costura cozinha? mas não passa não passa não passa essa corzinha de gente que lava que passa e cozinha mulher de amor afrodite que de dia passa e de noite fadiga e de dentro encolhe quando a vida atrofia um pouco de lustro que seja almeja e espera no centro oculto da esfera que esfrega e passa como uma fera que lava de fogo dentro e fora da atmosfera denegrida de grinalda e fralda de pano pra lavar a boca suja da cândida alvura sanitarista das noites brancas diarista dentro da lotação dormindo sonhos abrigando gentes atravessando pontes assumindo dívidas dividindo quartos com terços e quintas feiras fazendo correr carrinhos cheios de frutas furta-cor pra dentro da casa que cozinha pra fora de dentro pra fora afrodite cospe lavaredas de fogo-açúcar no pote cor negra de amor-em-conserva
3.12.14
de Fim de Feira
Toda a particularidade de uma fruta
Tangerina dividida ao meio -
faca
goma
e
micro-gotas-películas
nas mãos-calo
sob os olhos-caveira
a vida é veneno
e só
socialight bagaçavel
o EU-gostoso-alaranjado
quase a cor de uma chuva ácida
por que cantamos sabor?
quando a boca-banga
de banguela
só se morde-se
Sé-denta
Tangerina dividida ao meio -
faca
goma
e
micro-gotas-películas
nas mãos-calo
sob os olhos-caveira
a vida é veneno
e só
socialight bagaçavel
o EU-gostoso-alaranjado
quase a cor de uma chuva ácida
por que cantamos sabor?
quando a boca-banga
de banguela
só se morde-se
Sé-denta
14.10.14
de africanias
ÁFRICA
que nunca pensei em ti
COMO UM GATO
quando já te pensei
que não mias
mas querer ia
african-
-ias
como uma unha-de-gato
que verdeja
acima
e em baixo
relevo
revela
que eu jamais te pensei
(como em nosso gato Aquiles
) - lembra? -
depois que morreu
nilo e tímido
e de
botas - na lua.
e é frequente pensar assim:
gato e continente do tamanho da paisagem
que nunca pensei em ti
COMO UM GATO
quando já te pensei
que não mias
mas querer ia
african-
-ias
como uma unha-de-gato
que verdeja
acima
e em baixo
relevo
revela
que eu jamais te pensei
(como em nosso gato Aquiles
) - lembra? -
depois que morreu
nilo e tímido
e de
botas - na lua.
e é frequente pensar assim:
gato e continente do tamanho da paisagem
7.10.14
de fasciNação
A s s a s s i n a ç ã o
dançantesca numa noite contínua
infusa num vórtice
em todos acampada
- tromba d'água -
a madrepérola engasgada pela palavra mais atraente
adaga nômade
na boca
de toda uma nação-espécie
- rio de setembro de
heráklito sambando
de rir de novembro
depois de outubro
de maio francês
de outra comuna
de ritos janeiros
depois das promessas
descontas em junhos
de mês em um dia
de dia... ser pária -
heráklito sambando
de rir de novembro
depois de outubro
de maio francês
de outra comuna
de ritos janeiros
depois das promessas
descontas em junhos
de mês em um dia
de dia... ser pária -
aCarnaValizAssassinaçãoSomenteÁgoraEstadoEnação
digo aos amigos:
digo aos amigos:
(trombetas de quem jazz em silêncio no tumulto da folia)
28.9.14
de VoliaZlahodaDobro
Ex-
Carro
carroça
{homem ou bicho puxando a coisa}
correria
e andando
e correndo
e roça
cúspide nnnnnnnnnnn(na cidade)
s t r e s s -
doença dominical
na largura do vem-vai
fica a folha
ou
leia
ou
coma
se nem lancinante
nem óbvio
o ovo duvido
do vidro resta o caco de um cocoricó
de novo óbvio
- mistério ucraniano-
Clarice!
Clarice...
flor e afogamento
recife e o indizível
nos escondemos atrás dos nomes
e do que ninguém mais também
Carro
carroça
{homem ou bicho puxando a coisa}
correria
e andando
e correndo
e roça
cúspide nnnnnnnnnnn(na cidade)
s t r e s s -
doença dominical
na largura do vem-vai
fica a folha
ou
leia
ou
coma
se nem lancinante
nem óbvio
o ovo duvido
do vidro resta o caco de um cocoricó
de novo óbvio
- mistério ucraniano-
Clarice!
Clarice...
flor e afogamento
recife e o indizível
nos escondemos atrás dos nomes
e do que ninguém mais também
6.8.14
dès notre nudité
Toda Nudez
Aparenta Ser Nua
Mas Nenhuma
Aspira
As Folhagens
Quando Ventos Se Trocam
S U P R A T Â N T R I C A B R I S A
Aberta A Camisa
Deixo Que Um Bonsai De Figueira
Me Morda O Coração-Divisa
Pra Toda Nudez
Há Uma
Aparência Nua
Mas Nenhuma
É
Apenas Uma
Floresce Por Baixo De
Uma
Camisa De Uma Flor-Brisa
Perde
A Escura Boca
Esconderijo-Ideia
Quando Se Troca
1 Segundo
Porumaseguramordida
Aparenta Ser Nua
Mas Nenhuma
Aspira
As Folhagens
Quando Ventos Se Trocam
S U P R A T Â N T R I C A B R I S A
Aberta A Camisa
Deixo Que Um Bonsai De Figueira
Me Morda O Coração-Divisa
Pra Toda Nudez
Há Uma
Aparência Nua
Mas Nenhuma
É
Apenas Uma
Floresce Por Baixo De
Uma
Camisa De Uma Flor-Brisa
Perde
A Escura Boca
Esconderijo-Ideia
Quando Se Troca
1 Segundo
Porumaseguramordida
25.5.14
de VORA
INCONCLUSA
todas as palavras no voo
alçáveis
com o peso
(suave) da gravidade
e da contradição
de uma e outra A ASA
que gravita em torno
da boca
e dos nomes das coisas
e da ideia-músculo
QUE O TEMPO
com mais ou
menos
tic-tacs e
sotaques
aquém da vontade DEVORA
deste mínimo
desde o começo
até agora
todas as palavras no voo
alçáveis
com o peso
(suave) da gravidade
e da contradição
de uma e outra A ASA
que gravita em torno
da boca
e dos nomes das coisas
e da ideia-músculo
QUE O TEMPO
com mais ou
menos
tic-tacs e
sotaques
aquém da vontade DEVORA
deste mínimo
desde o começo
até agora
18.5.14
de 4 por dois
Inteira numas
duas Meias
Três quartos
de quatro
- um quarto minguante e
uma infinidade de afrodites e afazeres
17.5.14
de Tsampa
a cada
passo
respiro
te trago
por dentro
aberto
concreto policéfalo dentro de mim (deixo
que a cidade toda exista aqui
) ruas
sem saída toda a largura de uma avenida
íntima
que eu ainda te espero nessa esquina de dentro
trés-pedi, mon amour!
ou os amigotaurus compatriotas da ladeira cadente
solidão labiríntica
enfileirados e dobrados aberto aos cruzamentos
de um café
tudo aqui dentro -
a losna que são os teus olhos
que então rondam almofadas
minha cidade que me habita
perpétua branca e sangra
outono que carece de aparência
as raposas cheiram seu sovaco -
sempre tens escrito um haicai ali.
salvo a garoa de São Paulo
que um dia, agorinha talvez
se derrame como saliva sobre o tempero de concreto armado
que derruba montanhas inteiras dentro do coração de um parnaso
que grasna
como um passarinho ferido nas asas pelo estilingue das monções
nada mais dura
dura enquanto durar
deixo de viver nela, a cidade que desmorona
ruínas na subepiderme
mas meu coração é feito de avenidas largas
transversais de saturno e tetas de fenda
de quando abrir a gaveta e visitar esta minha cidade
dos prédios vermelhos de cigarros e Tokyo
constelar
dividida entre o vidro e o verde
brecada e recoberta de pula-joças
espero irrepreensível
lantejoulas no meio fio de augusto susto
no mês de antes
setembro marcado
verás um rosto que não tem mais nome de rua
Iquiririm, cães latinos,
métrica lunar.
Dentro da gente
São Paulo é irreconhecível agora
salvo a garoa
passo
respiro
te trago
por dentro
aberto
concreto policéfalo dentro de mim (deixo
que a cidade toda exista aqui
) ruas
sem saída toda a largura de uma avenida
íntima
que eu ainda te espero nessa esquina de dentro
trés-pedi, mon amour!
ou os amigotaurus compatriotas da ladeira cadente
solidão labiríntica
enfileirados e dobrados aberto aos cruzamentos
de um café
tudo aqui dentro -
a losna que são os teus olhos
que então rondam almofadas
minha cidade que me habita
perpétua branca e sangra
outono que carece de aparência
as raposas cheiram seu sovaco -
sempre tens escrito um haicai ali.
salvo a garoa de São Paulo
que um dia, agorinha talvez
se derrame como saliva sobre o tempero de concreto armado
que derruba montanhas inteiras dentro do coração de um parnaso
que grasna
como um passarinho ferido nas asas pelo estilingue das monções
nada mais dura
dura enquanto durar
deixo de viver nela, a cidade que desmorona
ruínas na subepiderme
mas meu coração é feito de avenidas largas
transversais de saturno e tetas de fenda
de quando abrir a gaveta e visitar esta minha cidade
dos prédios vermelhos de cigarros e Tokyo
constelar
dividida entre o vidro e o verde
brecada e recoberta de pula-joças
espero irrepreensível
lantejoulas no meio fio de augusto susto
no mês de antes
setembro marcado
verás um rosto que não tem mais nome de rua
Iquiririm, cães latinos,
métrica lunar.
Dentro da gente
São Paulo é irreconhecível agora
salvo a garoa
5.5.14
de prelo (ainda não)
Na margem de tudo o que é dito, antes e depois do discurso, há um
vão, que se abre entre a epiderme e a embriaguez do que é vulgar e
divino, neste buraco escondemos o que nos é mais precioso, é
inominável por isso, sem rosto, sem cheiro, sem altura, escorre
junto ao phatos, e tem um ar de fôlego que resseca a razão, pende
como um escroto pendular entre as pernas de Netuno Negro vendendo
Tridents no vagão do metrô da linha vermelha, e pode gerar proles,
pode erigir sonhos, lembranças, desejos, tudo aquilo que a gente
guarda bem esquecido no canto escuro da casa, como um corpo
assassinado, mas que logo começa a cheirar, e antes que todos
percebam, estamos lá, remexendo naquilo, tentando encontrar algum
lugar seguro para esconder novamente, sem ousar olhar para a coisa,
tateamos cegos o que poderia ser nossa salvação, nossa única
virtude, a única coisa que podemos olhar a fisionomia e dizer, isso
é meu, nosso pecado mais original, a única coisa em que
realmente podemos nos fiar e que fazemos questão de esconder no
escuro inalcançável de nossos corações...
13.1.14
de Cantando-blues
Esmagado o Azul
Esmeralda-flor
Cascos de cavalos pisoteando o céu
(As Nuvens não existem
apenas
possíveis
transitórios
Nenhuma beleza nubla a outra)
enquanto isso Zéfiro decanta a vida
no meu
fole-tórax
Esmeralda-flor
Cascos de cavalos pisoteando o céu
apenas
possíveis
transitórios
Nenhuma beleza nubla a outra)
enquanto isso Zéfiro decanta a vida
no meu
fole-tórax
21.12.13
de junho
Detivemos o tempo
como num p r o l o n g a d o
TEMPO-BEIJO
(bandeiras e bandanas)
E lá
no íntimo
encarnados e desnudos
-se vestíamos em preto-
lutávamos pelo mínimo
BEIJO-FUTURO
(casa e vida e história)
Todas as bocas podiam e
s
c
o
r
r
e
r
possibilidades
A mordida
- impossível de evitar -
tardou
o fim
d'um simples
abraço.
como num p r o l o n g a d o
TEMPO-BEIJO
(bandeiras e bandanas)
E lá
no íntimo
encarnados e desnudos
-se vestíamos em preto-
lutávamos pelo mínimo
BEIJO-FUTURO
(casa e vida e história)
Todas as bocas podiam e
s
c
o
r
r
e
r
possibilidades
A mordida
- impossível de evitar -
tardou
o fim
d'um simples
abraço.
19.11.13
de Furta-cor (ainda para)
viver
dentro
do teu nome
dos dias
e
dentro das noites
de mortes
enormes
te faço
tatuadas
a dentagens:
- meu amor!
te oponho ao sonho
e deito
ponta cabeça
no teu beiço
desenhando oblíquos
na tua teta
de tela
furta-cor
aquatinta tentativa
de pintar
possíveis
- mas obedeço tua forma -
paisagem-flor:
nu corpo
de mulher
acinzentada
dentro
do teu nome
dos dias
e
dentro das noites
de mortes
enormes
te faço
tatuadas
a dentagens:
- meu amor!
te oponho ao sonho
e deito
ponta cabeça
no teu beiço
desenhando oblíquos
na tua teta
de tela
furta-cor
aquatinta tentativa
de pintar
possíveis
- mas obedeço tua forma -
paisagem-flor:
nu corpo
de mulher
acinzentada
4.11.13
de Arabescos
Dos arabescos
de nossos antigos
encobertos
lapsos-labiais
verticais
abertos
cruzados
vemos nos pontilhados
entre-gestos
a vitamina salgada
do vir-a-ser
Os olhos estão escancarados
(dentro das pálpebras)
abertos aos sonhados
RPM dos demiurgos -
Nós dois
sentados em sua cama
observando-nos
como amantes tardios
entre as alamedas
de saturno adormecido.
de nossos antigos
encobertos
lapsos-labiais
verticais
abertos
cruzados
vemos nos pontilhados
entre-gestos
a vitamina salgada
do vir-a-ser
Os olhos estão escancarados
(dentro das pálpebras)
abertos aos sonhados
RPM dos demiurgos -
Nós dois
sentados em sua cama
observando-nos
como amantes tardios
entre as alamedas
de saturno adormecido.
9.9.13
de flores tardias (para)
Permito (e aceita!)
mirar minhas fragilidades
somente a ti
todo este repertório
de outonos
e vindouros
em que te pertenço imerso
e que te entrego
no avesso da flor
tardio.
mirar minhas fragilidades
somente a ti
todo este repertório
de outonos
e vindouros
em que te pertenço imerso
e que te entrego
no avesso da flor
tardio.
19.8.13
de Anteontem
Tartarugas porscheavam
p e l a s a v e n i d a s l a r g a s
Tosquemundeavam cu de pombas
pelos monumentos de mármore
E onde
no calcanhar de madames mordiam os SuperLúmpens
esvaziava a vida de seus corpos
que quando pingavam gotas-
vadias de sangue
brotejavam do chão
Flores-Analgésicas
os arco-íris eram gelados
e
a estação
vermelha
p e l a s a v e n i d a s l a r g a s
Tosquemundeavam cu de pombas
pelos monumentos de mármore
E onde
no calcanhar de madames mordiam os SuperLúmpens
esvaziava a vida de seus corpos
que quando pingavam gotas-
vadias de sangue
brotejavam do chão
Flores-Analgésicas
os arco-íris eram gelados
e
a estação
vermelha
24.7.13
de Geometerias!
Aparentemente o amor é um
à parte
para ela
corrigindo!: uma p a r a l e l a
se sua bunda está na horizontal
e a relação é uma transversal
então
o nosso amor
é uma tangente
(isso está fora da aparência)
- e não há cálculo para a dor.
à parte
para ela
corrigindo!: uma p a r a l e l a
se sua bunda está na horizontal
e a relação é uma transversal
então
o nosso amor
é uma tangente
(isso está fora da aparência)
- e não há cálculo para a dor.
16.7.13
de Mercuccio!
Alas!, poor Mercucio!
Eu o conheci...
O planeta Mercúrio.
H e r m e s - v e r m e s - h o c u s - p o r c o s !
eu não possuo atmosfera – eu transpiro
existe o sossego
e eu exijo o êxtase
e existe, entre uma coisa e outra – o ar
um medo inominável
e um riso
depois da outra vez
outras coisas assim, mais ou menos indizíveis
indivisíveis
um rancor e um soco não traduz: Alas!
- a melhor maneira é ser anjo.
UM ANJO DESPIDO
PROTESTAVA:
NÃO COLHIA UVAS –
DUVIDAVA DO VINHO!
Milton dizia...
O que eu sinto
O que ainda sei o que seremos depois disso tudo
seremos um outro depois
E depois o depois.
“...e depois”, temia a órbita presunçosa com a sandália na mão e o coração na ponta da língua...
parecia um transgressão como qualquer outra das oitenta e oito praticadas diariamente pela liturgia do ver ou não ver agora tudo apagado
desperdício de tempo
porque o mundo
já não tem idade
uma órbita de oitenta e oito dias
ma-u ta-bi-ór de ta-ten-oi e to-ôi as-di
e uma dor maior:
- NÃO TE MATARÃO MAIS DO QUE JÁ FOSSES CADÁVER.
não foi sonho?
A l a s. A l a s. A l a s. A l a s. A l a s.
não foi sonho?
A alma não deixa rastros.
escoa
límpida
serena e ociosa
não se parece com a gente?E não se parece com a gente.
a gente parece um peido seco.
Sonhei que EM TEMPO DE SAFRA DESENTERRAR-ME-IA OS PÉS DA TERRA E – TOMA-ME!
ENTREGUEI-LHE MEU SANGUE E O TRIGO ELOQÜENTE.
Eu o conheci...
O planeta Mercúrio.
H e r m e s - v e r m e s - h o c u s - p o r c o s !
eu não possuo atmosfera – eu transpiro
existe o sossego
e eu exijo o êxtase
e existe, entre uma coisa e outra – o ar
um medo inominável
e um riso
depois da outra vez
outras coisas assim, mais ou menos indizíveis
indivisíveis
um rancor e um soco não traduz: Alas!
- a melhor maneira é ser anjo.
UM ANJO DESPIDO
PROTESTAVA:
NÃO COLHIA UVAS –
DUVIDAVA DO VINHO!
Milton dizia...
O que eu sinto
O que ainda sei o que seremos depois disso tudo
seremos um outro depois
E depois o depois.
“...e depois”, temia a órbita presunçosa com a sandália na mão e o coração na ponta da língua...
parecia um transgressão como qualquer outra das oitenta e oito praticadas diariamente pela liturgia do ver ou não ver agora tudo apagado
desperdício de tempo
porque o mundo
já não tem idade
uma órbita de oitenta e oito dias
ma-u ta-bi-ór de ta-ten-oi e to-ôi as-di
e uma dor maior:
- NÃO TE MATARÃO MAIS DO QUE JÁ FOSSES CADÁVER.
não foi sonho?
A l a s. A l a s. A l a s. A l a s. A l a s.
não foi sonho?
A alma não deixa rastros.
escoa
límpida
serena e ociosa
não se parece com a gente?E não se parece com a gente.
a gente parece um peido seco.
Sonhei que EM TEMPO DE SAFRA DESENTERRAR-ME-IA OS PÉS DA TERRA E – TOMA-ME!
ENTREGUEI-LHE MEU SANGUE E O TRIGO ELOQÜENTE.
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